Flávio reforça sua subordinação a Trump
Meus amigos, vocês estão entendendo o que está acontecendo? O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, enviou ao governo de Donald Trump uma carta pedindo que os Estados Unidos adiem por cento e oitenta dias a imposição de novas tarifas contra produtos brasileiros. E o argumento é revelador: segundo ele, um tarifaço agora fortaleceria politicamente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem denunciado essas pressões como ataques à soberania nacional.
Parem e pensem no tamanho disso. Um senador brasileiro, que ao invés de defender o país diante de uma ameaça econômica externa, pede tempo ao governo estrangeiro para reorganizar sua estratégia eleitoral interna. Isso não é diplomacia. Isso é subserviência política.
Mas qual será o preço dessa submissão? Está explícito no documento que ele enviou. Flávio Bolsonaro promete que, se vencer as eleições, vai nomear imediatamente um negociador para atender as exigências de Washington. Entre essas promessas estão limitar a integração do Pix com sistemas internacionais não ocidentais, beneficiar empresas de cartões de crédito com desonerações e até libertar o Brasil das chamadas “amarras do Mercosul” para buscar acordos bilaterais diretamente com os Estados Unidos. Isso
Ou seja: enfraquecer instrumentos de autonomia econômica nacional, favorecer grandes corporações financeiras estrangeiras e desmontar mecanismos de integração regional.
Mas há algo ainda mais grave. Na mesma carta, ele sugere que uma vitória maior da oposição no Senado poderia abrir caminho para cassar ministros do Supremo Tribunal Federal, justamente aqueles que enfrentam plataformas americanas acusadas de espalhar desinformação e atacar instituições democráticas.
Percebam a lógica: agradar interesses econômicos externos, proteger gigantes da tecnologia e usar a disputa institucional brasileira como moeda de troca internacional.
Isso expõe uma contradição brutal do bolsonarismo. Enquanto seu discurso fala em patriotismo, sua prática política revela dependência. Enquanto fala em soberania, negocia concessões antes mesmo de chegar ao poder. Isso não te deixa indi
Patriotismo de verdade não se faz de joelhos. Se faz defendendo a autonomia do país, seus trabalhadores, sua economia e suas instituições democráticas. Que quadro lamentável.

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