https://mancheteglobal.com/ Thu, 16 Jul 2026 22:46:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 O tarifaço dos EUA contra o Brasil e as Eleições 2026 https://mancheteglobal.com/o-tarifaco-dos-eua-contra-o-brasil-quem-paga-a-conta/ https://mancheteglobal.com/o-tarifaco-dos-eua-contra-o-brasil-quem-paga-a-conta/#respond Thu, 16 Jul 2026 22:46:42 +0000 https://mancheteglobal.com/?p=1574   O tarifaço dos EUA contra o Brasil e as Eleições 2026   A nova sobretaxa, que atinge aço, alumínio e cerca de 200 códigos tarifários, não caiu do céu. Ela é resultado de uma [...]

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O tarifaço dos EUA contra o Brasil e as Eleições 2026

 

A nova sobretaxa, que atinge aço, alumínio e cerca de 200 códigos tarifários, não caiu do céu. Ela é resultado de uma investigação da Seção 301, mecanismo que os EUA usam há décadas pra pressionar parceiros comerciais sob alegação de práticas desleais. O documento do USTR cita o Pix, plataformas digitais, etanol, propriedade intelectual e desmatamento. Chama atenção que um sistema de pagamentos público, gratuito e aprovado por boa parte da população brasileira apareça descrito como “desvantagem injusta” pra empresas americanas do setor financeiro. Isso diz bastante sobre quem está por trás dessa pressão: setores privados perdendo competitividade tentando usar o Estado americano pra se proteger.

Chama atenção também que o governo brasileiro tenha decidido não participar da audiência pública de 6 e 7 de julho. Num processo que decide o destino de milhares de empregos na siderurgia e na metalurgia, ficar de fora da mesa de discussão é uma escolha que merece ser questionada. Silêncio nem sempre é estratégia. Às vezes é simplesmente abrir mão de um instrumento de defesa que estava disponível.

Quem sente o peso

Tarifa não atinge país de forma abstrata. Atinge cadeia produtiva e, dentro dela, os elos mais fracos primeiro. Trabalhador da siderurgia e da metalurgia no Brasil já enfrenta concorrência do aço chinês mais barato. Agora vê se fechar também a porta do principal mercado alternativo. Isso não é número de relatório, é risco real de demissão em polos como Volta Redonda, Ipatinga e Espírito Santo, cidades que dependem dessas exportações pra manter a economia local de pé.

E não é só o lado brasileiro que sente. Nos EUA, quando a demanda por um produto não reage muito ao preço, o custo da tarifa tende a ser repassado pro consumidor final. O preço do café já subiu antes mesmo da tarifa anterior entrar em vigor. Isso mostra algo importante: protecionismo raramente protege quem promete proteger. Ele só redistribui o custo entre trabalhadores dos dois países, beneficiando principalmente setores concentrados e com influência política.

O problema é maior que o Brasil

Usar declaração de emergência nacional pra justificar tarifa contra um país com quem os próprios EUA têm déficit comercial (o governo brasileiro fez questão de destacar isso) mostra como o argumento de “segurança nacional” fica frágil quando aplicado assim, meio à la carte. É um padrão que corrói a base do comércio baseado em regras acordadas, trocando isso por um jogo de força bilateral. E isso reverbera além da fronteira brasileira: outros países do Sul Global veem que nem superávit comercial garante proteção contra sobretaxa, o que mina ainda mais a confiança na cooperação internacional.

O nó com a política interna

Aqui a coisa fica mais delicada. A tarifa de 2025 foi amarrada explicitamente pela Casa Branca ao processo contra Bolsonaro, o que já era, por si só, uma interferência preocupante na Justiça de outro país. Essa nova tarifa vem com justificativa técnica diferente, mas o histórico recente deixa um pano de fundo político difícil de ignorar às vésperas da eleição.

Pro governo Lula, o tarifaço chega como desafio econômico e também como teste de narrativa a poucos meses da disputa presidencial. A oposição pode tentar usar o desgaste econômico contra o governo. O Planalto, por outro lado, deve tentar transformar isso em discurso de soberania e resposta à agressão externa, algo que costuma funcionar bem tanto com bases nacionalistas quanto progressistas. Já no campo bolsonarista, a ligação com o processo de 2025 pode servir tanto pra reforçar a tese de perseguição política quanto pra escancarar o risco de atrelar o destino econômico de trabalhadores brasileiros a uma disputa judicial pessoal.

Mas o risco mais sério aqui não é eleitoral, é institucional: usar tarifa comercial como ferramenta de pressão sobre processo judicial e eleitoral de outro país é um precedente perigoso, não importa quem se beneficie no curto prazo. Defender o Estado de Direito no Brasil significa rejeitar tanto a criminalização seletiva quanto a impunidade seletiva, e não deixar que pressão externa sirva pra desequilibrar disputa interna, seja pra qual lado for.

No fim das contas

O tarifaço de 25% é, ao mesmo tempo, uma briga comercial concreta com custo real pra trabalhador dos dois países e um sintoma de um momento em que o multilateralismo perde espaço pra barganha bilateral coercitiva. O efeito dele sobre a eleição de 2026 vai depender menos da tarifa em si e mais de quem consegue transformar isso em narrativa que mobiliza gente: soberania, trabalho ou perseguição. O desafio, pra quem valoriza democracia e direito do trabalhador, é não deixar que essa disputa geopolítica seja resolvida às custas de quem menos teve voz nela.

Contraponto factual: indústrias do setor de aço e alumínio no Brasil criticam a medida com bastante força, enquanto o Ministério da Fazenda projeta efeito limitado. Essa divergência técnica interna também vale considerar antes de qualquer conclusão fechada sobre o tamanho real do impacto.

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Naufrágios na costa de Mianmar podem ter deixado mais de 500 mortos, alerta ONU https://mancheteglobal.com/naufragios-mianmar-mais-de-500-mortos/ https://mancheteglobal.com/naufragios-mianmar-mais-de-500-mortos/#respond Thu, 16 Jul 2026 05:19:40 +0000 https://mancheteglobal.com/naufragios-mianmar-mais-de-500-mortos/ ONU alerta sobre naufrágios na costa de Mianmar que podem ter deixado mais de 500 mortos.

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Duas embarcações com mais de 500 pessoas a bordo podem ter naufragado na costa de Mianmar nos últimos dias, conforme relatado por agências da ONU nesta quinta-feira (16). Refugiados do país, devastado pela guerra, continuam a arriscar suas vidas em perigosas viagens marítimas em busca de segurança e melhores oportunidades.

De acordo com informações preliminares, as embarcações partiram do estado de Rakhine, em Myanmar, no final de junho, transportando principalmente passageiros rohingya. Relatos indicam que alguns desses passageiros vieram de campos de refugiados em Cox’s Bazar, Bangladesh. As agências da ONU, incluindo a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), expressaram profunda preocupação com a potencial perda devastadora de vidas, embora os incidentes ainda não tenham sido oficialmente confirmados.

A minoria muçulmana Rohingya tem enfrentado uma situação crítica há anos, arriscando suas vidas em frágeis embarcações de madeira. Eles são impulsionados pela violência em seu país e pelas condições desesperadoras em campos de refugiados superlotados em Bangladesh, buscando alcançar segurança e oportunidades em países como Malásia, Indonésia ou Tailândia.

O primeiro barco, com cerca de 250 pessoas, perdeu contato logo após a partida. Acredita-se que uma segunda embarcação, transportando aproximadamente 280 pessoas, tenha afundado na costa de Ayeyarwady, em Myanmar, no dia 8 de julho. As agências da ONU alertaram que essas viagens ocorreram fora da temporada regular de navegação, quando as condições marítimas são normalmente mais perigosas.

Até o momento, quase 300 pessoas estão desaparecidas ou mortas no Mar de Andaman e na Baía de Bengala este ano, incluindo refugiados rohingya e cidadãos de Bangladesh. A situação continua a exigir atenção urgente da comunidade internacional.

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EUA impõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros: entenda as implicações https://mancheteglobal.com/eua-tarifa-25-produtos-brasileiros/ https://mancheteglobal.com/eua-tarifa-25-produtos-brasileiros/#respond Thu, 16 Jul 2026 03:16:38 +0000 https://mancheteglobal.com/eua-tarifa-25-produtos-brasileiros/ EUA impõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Entenda as implicações e reações do Brasil.

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Os Estados Unidos confirmaram, nesta quarta-feira (15), a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, uma decisão que surge após um ano de investigações comerciais conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). A nova tarifa entrará em vigor em 22 de julho e exclui uma lista extensa de produtos, como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose.

A investigação do USTR, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, foi motivada por alegações de que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA. Entre as questões levantadas estão o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.

Contexto da Investigação Comercial

A investigação foi encerrada após análises e negociações entre os governos de Lula e Trump, com a participação de representantes de diferentes setores da economia brasileira. O USTR afirmou que tentou negociar com o Brasil, mas não obteve sucesso em reverter as práticas comerciais que considera injustas.

Os principais impasses nas negociações incluíram a regulação do PIX, a ampliação do acesso do etanol americano no Brasil e uma proposta de moratória de quatro anos para isentar plataformas digitais de tributos. O governo brasileiro considera esses pontos inegociáveis e acredita que a aplicação da nova tarifa é uma decisão política.

Impactos da Nova Tarifa

A nova tarifa de 25% não se aplicará a mercadorias que já tenham deixado o Brasil em direção aos EUA. Apesar das acusações, muitos produtos importantes da pauta exportadora brasileira não serão taxados. No entanto, o governo brasileiro expressou preocupação com as implicações econômicas da tarifa, que pode afetar tanto empresas brasileiras quanto consumidores e cadeias produtivas americanas.

Além disso, o USTR está considerando a aplicação de uma taxa adicional de 12,5% sobre 60 economias, incluindo o Brasil, por não adotarem medidas suficientes contra produtos fabricados com trabalho forçado. Isso poderia resultar em uma tarifa total de até 37,5% sobre parte das exportações brasileiras.

Críticas e Respostas do Brasil

O governo brasileiro contestou as alegações do USTR, argumentando que as acusações não demonstram que as políticas brasileiras prejudicam empresas americanas. O Itamaraty defendeu que questões como o PIX e a regulação de plataformas digitais são decisões internas e não devem ser usadas como justificativa para medidas comerciais.

Além disso, o Brasil rebateu as críticas sobre o sistema de pagamentos, afirmando que o PIX é uma infraestrutura pública acessível a empresas de todos os países, incluindo as americanas. A regulação das redes sociais e as decisões judiciais também foram defendidas como sendo consistentes com as leis brasileiras.

Perspectivas Futuras

Embora a nova tarifa entre em vigor em julho, o governo dos EUA indicou que a medida pode ser modificada ou suspensa se o Brasil eliminar as práticas questionadas. As negociações continuam, e o Brasil mantém a abertura para dialogar com os EUA, buscando evitar um impacto maior nas suas exportações.

A situação destaca a complexidade das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, e as possíveis repercussões para a economia global. Com a interdependência das economias, a aplicação de tarifas pode não apenas afetar os países diretamente envolvidos, mas também criar ondas de impacto em diversas cadeias produtivas.

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Irã liberta cidadã americana após anúncio de Trump https://mancheteglobal.com/ira-liberta-cidada-americana/ https://mancheteglobal.com/ira-liberta-cidada-americana/#respond Wed, 15 Jul 2026 23:40:57 +0000 https://mancheteglobal.com/ira-liberta-cidada-americana/ Donald Trump anuncia que o Irã libertou cidadã americana detida desde 2024, destacando tensões entre os países.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (15) que o Irã libertou uma cidadã americana que estava detida no país desde 2024. A informação foi divulgada por meio de sua rede social, a Truth Social, onde Trump afirmou que a detenção foi “errônea”.

O caso levanta questões sobre as relações entre os EUA e o Irã, que têm sido tensas ao longo dos anos. A libertação da cidadã pode ser vista como um passo em direção à desescalada das hostilidades entre os dois países, embora o contexto político ainda permaneça complexo.

Trump, que frequentemente utiliza suas plataformas para comunicar decisões e eventos significativos, não forneceu muitos detalhes adicionais sobre as circunstâncias da libertação ou sobre a cidadã em questão. A situação está em constante atualização, e mais informações devem surgir nas próximas horas.

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Custo da guerra no Irã para os EUA pode chegar a US$ 100 bilhões https://mancheteglobal.com/custo-guerra-ira-eua/ https://mancheteglobal.com/custo-guerra-ira-eua/#respond Wed, 15 Jul 2026 15:07:55 +0000 https://mancheteglobal.com/custo-guerra-ira-eua/ Gastos dos EUA na guerra contra o Irã podem chegar a US$ 100 bilhões, segundo NBC News.

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A guerra contra o Irã pode ter custado até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 508 bilhões) aos cofres dos Estados Unidos até o momento, conforme reportado pela emissora norte-americana NBC News. Esse valor é significativamente superior ao que foi divulgado publicamente pelo governo Trump.

Três fontes do governo dos EUA, juntamente com outras três com conhecimento sobre o assunto, informaram à NBC que o Pentágono estima internamente que os gastos com a guerra no Oriente Médio variam entre US$ 80 bilhões (R$ 407 bilhões) e US$ 100 bilhões. Se confirmado, esse valor seria aproximadamente o triplo do que foi anteriormente anunciado pelo Pentágono, que, em meados de maio, reportou gastos de US$ 29 bilhões (cerca de R$ 142 bilhões) com o conflito.

Os custos incluem a reconstrução de bases militares dos EUA no Oriente Médio que foram atingidas pelos bombardeios iranianos. Além disso, a diferença entre os valores apurados e os divulgados pelo Pentágono se deve a despesas operacionais não reportadas, à perda de aeronaves avançadas e ao nível de destruição em algumas dessas instalações.

A guerra entre os EUA e o Irã teve início em 28 de fevereiro, com bombardeios norte-americanos e israelenses que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei e outras autoridades de alto escalão de Teerã. Em retaliação, o regime iraniano lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA na região.

Após um período de cessar-fogo e a assinatura de um acordo de paz preliminar em meados de junho, o conflito entrou em uma nova fase de escalada, com o colapso do acordo de paz e o retorno dos bombardeios. Teerã voltou a fechar o Estreito de Ormuz, enquanto o governo Trump restabeleceu o bloqueio naval aos portos iranianos.

Além disso, o recuo de Trump sobre o pedágio em Ormuz indica dificuldades para encerrar a guerra com o Irã. A situação permanece tensa, com o Irã anunciando a morte de sete militares em bombardeios dos EUA, enquanto a troca de ataques continua.

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EUA intensificam esforços para desmantelar o Tribunal Penal Internacional https://mancheteglobal.com/eua-desmantelar-tpi/ https://mancheteglobal.com/eua-desmantelar-tpi/#respond Wed, 15 Jul 2026 06:00:31 +0000 https://mancheteglobal.com/eua-desmantelar-tpi/ EUA lançam campanha para desmantelar o Tribunal Penal Internacional, acusando-o de ameaçar sua soberania.

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Os Estados Unidos anunciaram uma campanha abrangente para enfraquecer o Tribunal Penal Internacional (TPI), acusando a Corte de ser uma “ameaça intolerável à soberania dos EUA”. O governo, sob a liderança de Donald Trump, pretende implementar novas sanções contra funcionários do tribunal e pressionar outros países a se retirarem da instituição, localizada em Haia, na Holanda.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou em um vídeo que o TPI e seus aliados estão travando uma guerra contra os EUA por meio de “estatutos e acordos”. O Departamento de Estado, em um comunicado, afirmou que a intenção é “neutralizar sistematicamente a capacidade do TPI de operar” e impedir que o tribunal processe militares ou autoridades americanas.

Pressão internacional e sanções

Além de sanções direcionadas, a nova campanha busca pressionar outras nações a cortarem qualquer apoio financeiro ao TPI. Em fevereiro de 2025, após Trump retomar o controle do governo, os EUA impuseram sanções a funcionários do tribunal em resposta a um mandado de prisão emitido contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por ações de Israel na guerra em Gaza.

O Departamento de Estado enfatizou que o TPI “alega ter autoridade para processar e até prender militares e autoridades americanas”. Rubio ressaltou que todos os presidentes americanos desde a ratificação do TPI sustentaram que o tribunal não possui jurisdição sobre cidadãos dos EUA.

Críticas e reações

O anúncio gerou críticas de especialistas em direito internacional. Kenneth Roth, ex-diretor-executivo da Human Rights Watch, argumentou que a administração Trump busca impunidade para crimes de guerra, disfarçando essa intenção sob o rótulo de soberania nacional. Roth destacou que o TPI atua apenas em casos onde os países não conseguem ou não querem julgar crimes cometidos em seu território.

A União Europeia também condenou as ameaças dos EUA, reafirmando seu compromisso com a justiça penal internacional e a luta contra a impunidade. O porta-voz da UE, Anouar El Anouni, afirmou que ataques a autoridades do tribunal são inaceitáveis.

O papel do TPI

O TPI foi criado sob o Estatuto de Roma, de 1998, e começou a operar em 2002, com o objetivo de julgar crimes de guerra. Antes de sua criação, cortes temporárias eram comuns, mas frequentemente criticadas por sua eficácia. O TPI busca padronizar julgamentos e possui a capacidade de processar crimes cometidos por nacionais de Estados membros ou em seus territórios.

Desde sua fundação, o TPI abriu processos contra mais de 60 indivíduos, com mais de 40 por crimes de guerra. Entre os indiciados estão Netanyahu e o presidente russo, Vladimir Putin, acusado de crimes de guerra relacionados à invasão da Ucrânia. O tribunal também denunciou o ex-presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, por assassinatos durante sua política de “guerra às drogas”.

As ações dos EUA contra o TPI refletem uma postura histórica de hostilidade, já que tanto os EUA quanto Israel nunca ratificaram o tratado que instituiu o tribunal e rejeitam sua jurisdição em casos envolvendo seus cidadãos.

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Lula descarta aumento de tarifas dos EUA em visita a São José dos Campos https://mancheteglobal.com/lula-descarta-aumento-tarifas-eua/ https://mancheteglobal.com/lula-descarta-aumento-tarifas-eua/#respond Mon, 13 Jul 2026 19:46:48 +0000 https://mancheteglobal.com/lula-descarta-aumento-tarifas-eua/ Lula descarta tarifaço dos EUA em visita a São José dos Campos, destacando inovação e defesa.

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Em uma semana crucial para as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (13) que não haverá um “tarifaço” sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita durante sua visita ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) em São José dos Campos, onde ele participou do lançamento de uma turbina movida a etanol.

A expectativa é que o governo dos EUA anuncie até quarta-feira (15) novas tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros. Lula, ao ser questionado sobre essa possibilidade, respondeu que “não vai ter tarifaço” e que o Brasil aguarda a decisão americana para definir sua resposta.

Contexto da Visita e Inovações Tecnológicas

Durante sua visita ao DCTA, Lula conheceu a primeira unidade brasileira de geração de energia elétrica com uma turbina a gás desenvolvida no país e abastecida com etanol hidratado. Essa tecnologia visa aumentar o uso de biocombustíveis em diversas aplicações, incluindo operações militares e sistemas de emergência.

Defesa Nacional e Soberania

No evento, o presidente enfatizou a importância de fortalecer a indústria de defesa do Brasil, afirmando que o país deve investir nas Forças Armadas para garantir sua soberania. Lula também destacou a necessidade de agregar valor aos minerais estratégicos, como as terras raras, e afirmou que quem quiser explorar esses recursos no Brasil terá que processá-los no país.

Expectativas sobre as Tarifas

A declaração de Lula ocorre em um momento em que as negociações entre os dois países estão tensas. Recentemente, o representante do Departamento de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, mencionou que ainda há um longo caminho a percorrer para um acordo. No entanto, negociadores brasileiros acreditam que pode haver uma modificação na decisão sobre as tarifas, com a inclusão de exceções.

Próximos Passos e Reuniões

O governo brasileiro espera ser convocado para uma reunião virtual com Greer antes do anúncio das tarifas. Essa reunião pode oferecer uma prévia sobre a decisão final e suas implicações para o comércio bilateral.

A visita de Lula a São José dos Campos não apenas destacou inovações tecnológicas, mas também refletiu a postura do governo em relação à soberania e ao desenvolvimento econômico do Brasil em um cenário internacional desafiador.

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Falece aos 78 anos o ator Sam Neill, estrela de ‘Jurassic Park’ https://mancheteglobal.com/sam-neill-falecimento/ https://mancheteglobal.com/sam-neill-falecimento/#respond Mon, 13 Jul 2026 07:08:25 +0000 https://mancheteglobal.com/sam-neill-falecimento/ Sam Neill, famoso por 'Jurassic Park', faleceu aos 78 anos em Sydney. A família confirmou a notícia em comunicado.

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O ator neozelandês Sam Neill, amplamente reconhecido por seu papel no icônico filme “Jurassic Park”, faleceu nesta segunda-feira (13) em Sydney, Austrália. A informação foi divulgada pela família do ator em um comunicado nas redes sociais, que expressou sua tristeza pela perda repentina.

Na nota, a família afirmou: “É com imensa tristeza que a família de Sam Neill comunica seu falecimento. Sam estava cercado por seus familiares e partiu com a dignidade que marcou toda a sua vida. A perda foi repentina e inesperada, mas houve o conforto de saber que Sam permaneceu livre do câncer”.

Recentemente, Neill havia compartilhado que estava em recuperação após um longo tratamento contra o câncer. Ele foi diagnosticado com linfoma não-Hodgkin em estágio três e, em seu livro de memórias, mencionou que estava “possivelmente morrendo”. No entanto, após cinco anos de luta, o ator conseguiu uma remissão, atribuída a uma terapia genética que modificou seu sistema imunológico.

Em uma entrevista exibida no último fim de semana pelo Canal 7 da Austrália, Neill revelou que o tratamento com quimioterapia havia deixado de ser eficaz. “Eu estava desorientado e parecia que estava de saída, o que obviamente não era o ideal”, compartilhou. Após essa fase, ele passou por uma terapia conhecida como CAR-T, que utiliza células de defesa do paciente para combater o câncer, e ficou aliviado ao descobrir que não tinha mais a doença.

Neill também fez um apelo às autoridades australianas para que ampliassem o financiamento de tratamentos semelhantes para pacientes com câncer no país. Com uma carreira que começou nos anos 1970, o ator acumulou uma vasta filmografia, incluindo trabalhos em séries como “Peaky Blinders” e filmes como “O Piano”.

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Como a China se tornou uma potência? https://mancheteglobal.com/como-a-china-se-tornou-uma-potencia/ https://mancheteglobal.com/como-a-china-se-tornou-uma-potencia/#respond Mon, 13 Jul 2026 01:10:09 +0000 https://mancheteglobal.com/?p=1525 Como a China se tornou uma potência? Há um momento específico, difícil de datar com precisão mas fácil de reconhecer em retrospecto, em que a China deixou de ser o lugar onde o mundo fabricava [...]

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Como a China se tornou uma potência?

Há um momento específico, difícil de datar com precisão mas fácil de reconhecer em retrospecto, em que a China deixou de ser o lugar onde o mundo fabricava seus produtos baratos e se tornou o lugar que define as regras do jogo industrial, tecnológico e financeiro do século XXI. Esse momento não foi uma ruptura dramática. Foi o resultado de décadas de decisões pacientes, algumas geniais, algumas brutais, quase todas subestimadas pelo Ocidente que preferia enxergar na China um parceiro comercial conveniente em vez de um concorrente estratégico em formação.

A história começa, como quase tudo na China moderna, com Deng Xiaoping. Quando ele assumiu o controle efetivo do Partido Comunista no final dos anos 1970, o país era uma economia devastada por décadas de agitação maoísta, com uma população rural empobrecida, infraestrutura rudimentar e um produto interno bruto que não chegava a 200 bilhões de dólares. A revolução cultural tinha destruído o capital humano de uma geração inteira, perseguindo intelectuais, fechando universidades e substituindo conhecimento técnico por fervor ideológico. Qualquer avaliação sóbria daquela China de 1978 não encontraria muitas razões para apostar num ressurgimento em escala histórica.

Deng não fez uma revolução. Fez algo mais complicado e, em certos aspectos, mais radical: manteve o sistema político intacto enquanto desmontava a lógica econômica que o sustentava. A frase que define esse período, “não importa se o gato é branco ou preto, desde que pegue ratos”, captura a pragmaticidade que ele introduziu num ambiente onde ideologia havia sido o árbitro de todas as decisões. As Zonas Econômicas Especiais, criadas a partir de 1980 em cidades como Shenzhen e Zhuhai, foram o laboratório desse experimento: ilhas de capitalismo gerenciado dentro de um Estado socialista, onde empresas estrangeiras podiam operar, o investimento externo era bem-vindo e as leis trabalhistas eram suficientemente frouxas para tornar a produção irresistivelmente competitiva em termos de custo.

O que aconteceu nessas zonas ao longo das décadas seguintes foi uma das transferências de tecnologia e conhecimento industrial mais aceleradas da história econômica. Empresas americanas, europeias e japonesas chegaram atrás da mão de obra barata e ficaram enredadas numa relação de dependência que lhes convinha no curto prazo e as enfraquecia no longo. A China não apenas produzia; ela observava, copiava, adaptava e eventualmente melhorava. As joint ventures exigidas pelo governo chinês como condição para acesso ao mercado funcionaram, em muitos casos, como mecanismos involuntários de transferência tecnológica. Uma empresa ocidental que queria vender para o mercado chinês precisava se associar a uma empresa local. A empresa local aprendia. O Estado aprendia junto.

A entrada da China na Organização Mundial do Comércio em 2001 foi o momento em que esse processo ganhou velocidade de cruzeiro. Washington celebrou a adesão como uma vitória do livre comércio e como o início de um processo de liberalização política que a lógica da teoria da modernização supostamente tornava inevitável: economias de mercado geram classes médias, classes médias demandam direitos, direitos levam à democracia. Era uma teoria elegante e estava completamente errada no caso chinês. O que a adesão à OMC fez foi dar à China acesso irrestrito aos mercados ocidentais sem que a China precisasse abrir mão de um modelo de capitalismo de Estado que lhe permitia subsidiar indústrias estratégicas, proteger campeões nacionais e direcionar investimento com uma coordenação que nenhuma economia de mercado pura consegue replicar.

O resultado foi o que os economistas chamaram de “choque da China”, e a palavra choque é justificada. Entre 2001 e 2010, a China foi responsável por uma parcela desproporcional do crescimento do comércio global. Fábricas fecharam no meio-oeste americano, na região têxtil do sul europeu, em distritos industriais pelo mundo inteiro, incapazes de competir com custos que não refletiam apenas salários baixos, mas também subsídios estatais, câmbio gerenciado e uma escala de produção que só é possível num país de 1,4 bilhão de habitantes com planejamento industrial centralizado. O livre comércio que o Ocidente pregava era assimétrico desde o início, mas levou tempo para que essa assimetria se tornasse politicamente inaceitável.

Enquanto o mundo debatia os efeitos do choque, a China estava investindo nos próximos passos. O sistema educacional, que havia sido devastado pela revolução cultural, foi reconstruído com uma ênfase em ciência, tecnologia, engenharia e matemática que produziu, ao longo de gerações, o maior contingente de engenheiros e cientistas do mundo. Universidades como a Universidade de Tsinghua e a Universidade de Fudan passaram de instituições regionalmente relevantes para players globais em pesquisa aplicada. Estudantes chineses inundaram as melhores universidades americanas e europeias, muitos retornando ao país com formação de ponta e com contatos internacionais que aceleraram a absorção de conhecimento científico de fronteira.

O investimento em infraestrutura foi outro vetor de transformação que o Ocidente subestimou sistematicamente. Enquanto pontes envelheciam nos Estados Unidos e o debate sobre gastos de capital ficava preso em disputas orçamentárias, a China construiu a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, modernizou portos que processam volumes de carga sem equivalente, edificou cidades inteiras onde havia campos, e instalou uma infraestrutura digital que saltou etapas do desenvolvimento ocidental. O mobile payment chegou em massa à China antes de qualquer país desenvolvido, não porque os chineses eram mais tecnológicos por natureza, mas porque o Estado criou as condições regulatórias e de infraestrutura que permitiram que o sistema se expandisse sem os obstáculos legados de um sistema bancário tradicional entrincheirado.

A Iniciativa Cinturão e Rota, lançada por Xi Jinping em 2013, foi a exportação desse modelo de desenvolvimento para o resto do mundo em desenvolvimento. Estradas, portos, ferrovias e plantas de energia espalhados por mais de 140 países, financiados por bancos estatais chineses com condições que os credores ocidentais raramente ofereciam. Havia críticas legítimas ao modelo, algumas infraestruturas eram sobredimensionadas, algumas condições de empréstimo eram opacas, alguns projetos serviam mais à projeção geopolítica chinesa do que ao desenvolvimento local. Mas havia também algo que o Ocidente não estava oferecendo: financiamento real para infraestrutura real em países que precisavam disso e que cansaram de esperar por promessas que nunca se materializavam em concreto e aço.

O desenvolvimento tecnológico chinês das últimas duas décadas é talvez o aspecto mais subestimado da ascensão do país. A narrativa ocidental durante muito tempo foi a de que a China copiava mas não inovava, que era uma potência de manufatura mas não de criação. Essa narrativa era conveniente e foi ficando progressivamente menos verdadeira até se tornar perigosamente equivocada. Empresas como Huawei, que construiu uma posição dominante em equipamentos de telecomunicações de quinta geração, BYD, que se tornou o maior fabricante de veículos elétricos do mundo, e DJI, que controla mais de 70% do mercado global de drones civis, não são exemplos de cópia. São exemplos de inovação sustentada por investimento estatal massivo, proteção de mercado doméstico e uma disposição para operar com margens menores por mais tempo do que concorrentes privados conseguem sustentar.

Os semicondutores são o campo onde essa trajetória encontrou seu limite mais claro, e é por isso que Washington decidiu que era preciso intervir. A China conseguiu dominar a fabricação de chips menos avançados mas ainda não conseguiu produzir, em escala, os semicondutores de ponta que alimentam inteligência artificial, computação de alto desempenho e sistemas de armas modernos. As restrições de exportação americanas, aplicadas com crescente rigor desde 2022, tentam preservar essa lacuna. É uma aposta arriscada: a história da indústria de semicondutores sugere que restrições externas frequentemente aceleram o desenvolvimento doméstico de capacidades alternativas, ao criar o incentivo e a urgência que o mercado sozinho não forneceria. O Japão aprendeu isso com petróleo nos anos 1970. A China pode estar aprendendo com chips agora.

Xi Jinping, que consolidou um poder pessoal sem precedentes desde Mao, representa uma inflexão no modelo chinês que vale examinar sem romantismo nem paranoia. Seu governo foi mais centralizado, mais repressivo politicamente e mais assertivo geopoliticamente do que seus predecessores imediatos. A repressão em Xinjiang, o desmantelamento da autonomia de Hong Kong, as pressões sobre Taiwan, a política de zero COVID que revelou tanto a capacidade de mobilização do Estado quanto seus limites frente a uma população que eventualmente resistiu, tudo isso compõe um quadro de um sistema que se tornou mais rígido num momento em que a complexidade dos desafios que enfrenta exigiria talvez mais flexibilidade.

A economia chinesa enfrenta hoje pressões que o modelo das últimas décadas não estava desenhado para absorver facilmente. A crise imobiliária, que estourou de forma visível com o colapso da Evergrande e contaminou uma série de outros incorporadores, revelou até que ponto o crescimento chinês havia sido sustentado por uma bolha de crédito direcionado para construção. A população está envelhecendo rapidamente, consequência de décadas de política do filho único que agora produz uma pirâmide demográfica desfavorável. A classe média, criada pelo crescimento das últimas décadas, tem expectativas que são cada vez mais difíceis de satisfazer num ambiente de desaceleração.

Nada disso significa que a ascensão da China foi revertida ou que está em colapso iminente. Significa que o país chegou a um ponto de maturidade econômica onde as fórmulas que funcionaram nas primeiras décadas do desenvolvimento precisam ser substituídas por outras mais sofisticadas e mais difíceis de executar. Mover uma economia de manufatura barata para inovação de ponta é uma transição que nenhum país fez de forma inteiramente suave, e a China não será exceção.

O que mudou de forma permanente é a posição relativa da China no sistema internacional. O país que em 1978 não tinha poder projetar além de suas fronteiras é hoje o maior parceiro comercial de mais de 120 países, o principal credor de boa parte do mundo em desenvolvimento, o líder em instalação de energia renovável, o maior mercado de veículos elétricos e uma potência militar que investe de forma consistente em capacidades que reduzem as assimetrias com os Estados Unidos. Essa transformação levou menos de cinquenta anos. Na escala da história, é um piscar de olhos.

O Ocidente preferiu, por muito tempo, enxergar essa trajetória como um processo que eventualmente produziria convergência política e econômica com os valores liberais. A China nunca prometeu isso. Construiu sua própria versão de modernidade, com características que são inequivocamente suas, e chegou ao século XXI como uma potência que não precisa mais de validação externa para se reconhecer como tal. Aprender a lidar com essa realidade, sem capitulação ingênua nem confronto desnecessário, é o desafio central da política internacional das próximas décadas. E é um desafio para o qual o Ocidente ainda não encontrou uma resposta satisfatória.

 

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Incêndio devastador na Andaluzia: 13 mortos e 1.500 desalojados após quatro dias de combate https://mancheteglobal.com/incendio-andaluzia-13-mortos/ https://mancheteglobal.com/incendio-andaluzia-13-mortos/#respond Sun, 12 Jul 2026 23:58:21 +0000 https://mancheteglobal.com/incendio-andaluzia-13-mortos/ Incêndio na Andaluzia estabilizado após 13 mortos e 1.500 desalojados. Entenda os impactos e a luta contra as chamas.

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Um incêndio florestal devastador na região da Andaluzia, sul da Espanha, foi estabilizado após quatro dias de intensa luta contra as chamas, que resultaram na morte de 13 pessoas e na evacuação de cerca de 1.500 moradores. O fogo, que começou na última quinta-feira, 9 de setembro, na província de Almería, consumiu aproximadamente 7.000 hectares, uma área equivalente a 380 estádios do Maracanã, e avançou a uma velocidade alarmante de 100 metros por minuto.

As chamas destruíram veículos, arrasaram propriedades e forçaram os residentes a deixar suas casas por quatro dias. A estabilização do incêndio foi anunciada pelo presidente do governo da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla, que destacou as condições meteorológicas favoráveis, como ventos mais fracos e maior umidade, que ajudaram os bombeiros no combate ao fogo.

Impactos e destruição

O incêndio, considerado um dos mais letais da história recente da Espanha, deixou um rastro de destruição. As chamas cercaram várias vítimas em áreas isoladas, e a maioria dos mortos era composta por estrangeiros, muitos dos quais residem na região atraídos pelo clima ameno e pela tranquilidade. Os evacuados começaram a retornar para suas casas neste domingo, 12 de setembro, mas a situação ainda é delicada.

Moreno afirmou que os moradores que ainda estão desalojados poderão voltar de forma escalonada, caracterizando o momento como “o princípio do fim do incêndio terrível”. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, planeja visitar a área afetada na segunda-feira, 13 de setembro, para avaliar a situação.

Desafios e desaparecidos

As autoridades estão sendo cautelosas em relação ao número de desaparecidos, aguardando a conclusão das autópsias e a identificação dos corpos encontrados. O processo de identificação tem sido complicado, pois muitos familiares estão viajando de outros países. A situação é alarmante, uma vez que o incêndio se espalhou rapidamente por áreas de difícil acesso, dificultando o trabalho dos bombeiros.

Mudanças climáticas e incêndios florestais

A Espanha é um dos países europeus mais afetados pelos impactos das mudanças climáticas, enfrentando ondas de calor mais frequentes e prolongadas nos últimos anos. As temperaturas frequentemente ultrapassam os 40ºC, aumentando o risco de incêndios florestais de grandes proporções. No ano passado, incêndios semelhantes destruíram quase 400 mil hectares no país, resultando em oito mortes.

Este incêndio na Andaluzia serve como um lembrete sombrio dos desafios que a Espanha enfrenta em relação às mudanças climáticas e à necessidade urgente de estratégias eficazes de prevenção e combate a incêndios florestais.

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