internacional Archives - https://mancheteglobal.com/tag/internacional/ Wed, 15 Jul 2026 06:00:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 EUA intensificam esforços para desmantelar o Tribunal Penal Internacional https://mancheteglobal.com/eua-desmantelar-tpi/ https://mancheteglobal.com/eua-desmantelar-tpi/#respond Wed, 15 Jul 2026 06:00:31 +0000 https://mancheteglobal.com/eua-desmantelar-tpi/ EUA lançam campanha para desmantelar o Tribunal Penal Internacional, acusando-o de ameaçar sua soberania.

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Os Estados Unidos anunciaram uma campanha abrangente para enfraquecer o Tribunal Penal Internacional (TPI), acusando a Corte de ser uma “ameaça intolerável à soberania dos EUA”. O governo, sob a liderança de Donald Trump, pretende implementar novas sanções contra funcionários do tribunal e pressionar outros países a se retirarem da instituição, localizada em Haia, na Holanda.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou em um vídeo que o TPI e seus aliados estão travando uma guerra contra os EUA por meio de “estatutos e acordos”. O Departamento de Estado, em um comunicado, afirmou que a intenção é “neutralizar sistematicamente a capacidade do TPI de operar” e impedir que o tribunal processe militares ou autoridades americanas.

Pressão internacional e sanções

Além de sanções direcionadas, a nova campanha busca pressionar outras nações a cortarem qualquer apoio financeiro ao TPI. Em fevereiro de 2025, após Trump retomar o controle do governo, os EUA impuseram sanções a funcionários do tribunal em resposta a um mandado de prisão emitido contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por ações de Israel na guerra em Gaza.

O Departamento de Estado enfatizou que o TPI “alega ter autoridade para processar e até prender militares e autoridades americanas”. Rubio ressaltou que todos os presidentes americanos desde a ratificação do TPI sustentaram que o tribunal não possui jurisdição sobre cidadãos dos EUA.

Críticas e reações

O anúncio gerou críticas de especialistas em direito internacional. Kenneth Roth, ex-diretor-executivo da Human Rights Watch, argumentou que a administração Trump busca impunidade para crimes de guerra, disfarçando essa intenção sob o rótulo de soberania nacional. Roth destacou que o TPI atua apenas em casos onde os países não conseguem ou não querem julgar crimes cometidos em seu território.

A União Europeia também condenou as ameaças dos EUA, reafirmando seu compromisso com a justiça penal internacional e a luta contra a impunidade. O porta-voz da UE, Anouar El Anouni, afirmou que ataques a autoridades do tribunal são inaceitáveis.

O papel do TPI

O TPI foi criado sob o Estatuto de Roma, de 1998, e começou a operar em 2002, com o objetivo de julgar crimes de guerra. Antes de sua criação, cortes temporárias eram comuns, mas frequentemente criticadas por sua eficácia. O TPI busca padronizar julgamentos e possui a capacidade de processar crimes cometidos por nacionais de Estados membros ou em seus territórios.

Desde sua fundação, o TPI abriu processos contra mais de 60 indivíduos, com mais de 40 por crimes de guerra. Entre os indiciados estão Netanyahu e o presidente russo, Vladimir Putin, acusado de crimes de guerra relacionados à invasão da Ucrânia. O tribunal também denunciou o ex-presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, por assassinatos durante sua política de “guerra às drogas”.

As ações dos EUA contra o TPI refletem uma postura histórica de hostilidade, já que tanto os EUA quanto Israel nunca ratificaram o tratado que instituiu o tribunal e rejeitam sua jurisdição em casos envolvendo seus cidadãos.

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Tarifa de 25%: Brasil busca acordo com EUA para reverter ameaça e defender comércio https://mancheteglobal.com/tarifa-brasil-eua-acordo-comercial/ https://mancheteglobal.com/tarifa-brasil-eua-acordo-comercial/#respond Sun, 07 Jun 2026 14:17:02 +0000 https://mancheteglobal.com/tarifa-brasil-eua-acordo-comercial/ Brasil negocia com EUA para evitar tarifa de 25% sobre importações, defendendo suas práticas comerciais e buscando um acordo mútuo.

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O governo brasileiro está empenhado em uma intensa agenda diplomática para negociar um acordo tarifário com os Estados Unidos. O objetivo central é evitar a implementação de uma recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que propôs a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações provenientes do Brasil. Brasília avalia que, apesar dos desafios, é possível alcançar um entendimento que seja mais benéfico para ambas as nações do que a sobretaxa sugerida.

A urgência nas negociações se justifica pelo impacto potencial dessa medida sobre o comércio bilateral. O governo brasileiro argumenta que a imposição de tarifas adicionais por parte dos EUA não se sustenta, especialmente considerando o superávit comercial que os Estados Unidos mantêm com o Brasil e a baixa tarifa média aplicada pelo Brasil às importações norte-americanas.

Ameaça de Tarifa de 25% e a defesa brasileira

A recomendação da USTR, divulgada recentemente, é resultado de uma investigação conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O relatório americano alega que o Brasil adota práticas comerciais “desleais”, citando, entre outros pontos, supostos ataques ao sistema de pagamentos Pix com o intuito de favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

Em resposta, o governo brasileiro refutou veementemente essas acusações, classificando os argumentos como ilegítimos. O Brasil interpreta a decisão como uma tentativa de ingerência em assuntos internos e uma manifestação de protecionismo comercial unilateral por parte de Washington. Além disso, o Brasil destaca que a tarifa média aplicada sobre as importações dos EUA é de apenas 2,7%, um patamar que, segundo o país, não justificaria a alegação de prejuízo às empresas norte-americanas no acesso ao mercado brasileiro.

Intensificação das negociações e novos prazos

As equipes de negociação brasileiras agora trabalham com um novo prazo crucial: 15 de julho. Esta data foi estabelecida pela USTR como o limite para uma definição sobre o tema das tarifas, embora haja a possibilidade de uma prorrogação. Este novo cronograma concede mais tempo para as tratativas, uma vez que o prazo inicial de 30 dias, estabelecido após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Washington no mês anterior, encerra-se neste domingo, 7 de julho.

A diplomacia brasileira busca aproveitar este período adicional para construir um consenso e apresentar alternativas que mitiguem a ameaça da sobretaxa. A expectativa é que o diálogo possa desarmar a tensão comercial e abrir caminho para um acordo que preserve os interesses de ambos os lados.

Desafios diplomáticos e pautas em debate

As negociações com os Estados Unidos são complexas e enfrentam diversas dificuldades. Um dos fatores é o envolvimento dos EUA em múltiplas outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além de seu papel de liderança em conflitos internacionais, como o bélico no Oriente Médio. Essa dispersão de foco pode impactar a celeridade e a profundidade das tratativas com o Brasil.

Outro ponto de atrito reside na amplitude das demandas norte-americanas, que frequentemente abrangem diversas áreas. O Brasil, por sua vez, busca focar estritamente em questões tarifárias e comerciais, excluindo pautas que poderiam interessar os EUA, como terras raras. O governo brasileiro também reitera que o Pix, sistema de pagamentos instantâneos, não será objeto de qualquer negociação com Washington, reafirmando sua soberania sobre políticas internas. A conveniência de um novo encontro entre os presidentes Lula e Trump está sendo avaliada, com uma possível oportunidade no G7, na França, entre 15 e 17 de junho, embora um encontro bilateral ainda não esteja confirmado.

A controvérsia da taxação por trabalho análogo à escravidão

Paralelamente à discussão da tarifa de 25%, há outra medida de taxação adicional imposta pelos EUA, que varia entre 10% e 12,5%. Esta tarifa afeta cerca de 60 países, incluindo o Brasil, sob o argumento de que essas nações não combateriam de forma eficiente o trabalho análogo à escravidão.

O governo brasileiro percebe essa taxação global como uma medida de difícil negociação. A interpretação é que se trata de uma estratégia para recompor, sob novas bases legais e argumentativas, um “tarifaço” anterior que havia sido derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA. Essa nova taxa impacta não apenas o Brasil, mas também aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina.

Diante deste cenário complexo, a diplomacia brasileira mantém-se firme na busca por um entendimento que evite a imposição de tarifas prejudiciais e reafirme a legitimidade de suas práticas comerciais. A expectativa é que o diálogo e a apresentação de argumentos consistentes possam conduzir a um desfecho favorável, preservando e fortalecendo as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

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